“Esta memória é tudo. Sem ela, somos cegos; sem ela, deixamos o destino do nosso mundo ao acaso. Você não tem escolha. Você não deve falhar.” — Dumbledore, ao atribuir a Harry a tarefa de recuperar a verdadeira memória de Horácio Slughorn.
Vitório Garlet - Diretor do Documentário
SOBRE O AUTOR
Desde cedo, desenvolvi uma forte conexão com o cinema, as séries e o universo audiovisual. O que começou como admiração logo se transformou em prática criativa e envolvimento direto com a construção de narrativas. Essa trajetória me levou à direção e produção do documentário O Legado de Fortaleza dos Valos, projeto no qual acompanhei todas as etapas do processo — da pesquisa e do roteiro à edição final. Paralelamente, formei-me como técnico em Informática e atualmente curso Ciência da Computação, integrando conhecimento técnico e sensibilidade artística. Essa combinação orienta minha forma de criar: pensar o audiovisual não apenas como estética, mas como linguagem, estrutura e memória, capaz de registrar histórias, identidades e legados.
ONDE TUDO COMEÇOU
Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022)
A Lei Paulo Gustavo é uma política pública emergencial e estrutural criada para socorrer, fortalecer e reativar o setor cultural brasileiro, duramente atingido pela pandemia de Covid-19. Instituída pela Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022, ela representa o maior investimento direto já feito em cultura na história do Brasil. O nome da lei é uma homenagem ao ator e humorista Paulo Gustavo, símbolo da força da cultura brasileira e uma das milhares de vítimas da pandemia — o que dá à lei um caráter não apenas econômico, mas também simbólico e reparador.
QUEM FOI PAULO GUSTAVO
A Lei Paulo Gustavo é uma política pública emergencial e estrutural criada para socorrer, fortalecer e reativar o setor cultural brasileiro, duramente atingido pela pandemia de Covid-19. Instituída pela Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022, ela representa o maior investimento direto já feito em cultura na história do Brasil. O nome da lei é uma homenagem ao ator e humorista Paulo Gustavo, símbolo da força da cultura brasileira e uma das milhares de vítimas da pandemia — o que dá à lei um caráter não apenas econômico, mas também simbólico e reparador.
Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros
CONHECIDO NACIONALMENTE E MUNDIALMENTE POR
CONQUISTANDO O 1º LUGAR NO EDITAL
Dossiê do projeto audiovisual, com aproximadamente 100 páginas, reunindo de forma detalhada todas as etapas de concepção, planejamento e execução do documentário. O material contempla justificativa histórica e cultural, objetivos, metodologia, pré-roteiro, cronograma, orçamento conforme exigências do edital e toda a documentação obrigatória, demonstrando organização, rigor técnico e viabilidade completa do projeto.
A conquista do primeiro lugar no edital foi resultado de um processo cuidadoso, técnico e profundamente comprometido com todas as exigências previstas. Desde o início, tratei o projeto com seriedade institucional, estudando o edital em detalhes para compreender cada critério de avaliação, cada documento solicitado e cada etapa necessária para a inscrição correta. Realizei o preenchimento integral de toda a documentação exigida, organizando documentos pessoais, currículos, comprovantes de atuação cultural e declarações conforme os modelos e orientações estabelecidas. Cada item foi revisado com atenção, respeitando prazos, formatos e critérios formais, entendendo que a clareza e a organização também fazem parte da qualidade de um projeto cultural. Na parte orçamentária, elaborei a planilha de custos de acordo com o que o edital solicitava, apresentando valores compatíveis com o mercado, devidamente justificados e vinculados às etapas do projeto. Os orçamentos foram pensados para garantir viabilidade técnica, responsabilidade com o recurso público e coerência com a proposta apresentada, evitando excessos e lacunas que pudessem comprometer a execução. Além da parte documental e financeira, desenvolvi um pré-roteiro estruturado, no qual apresentei a ideia central do documentário, seus objetivos, a abordagem narrativa e a relevância histórica e cultural para o município. Esse roteiro inicial foi essencial para demonstrar que o projeto não era apenas uma intenção, mas uma proposta concreta, com planejamento, conceito e propósito bem definidos. Todo esse processo refletiu um compromisso real com a política pública cultural, com a transparência e com a qualidade do trabalho apresentado. O primeiro lugar no edital não foi fruto do acaso, mas da soma entre organização, estudo do regulamento, clareza de proposta e respeito às diretrizes estabelecidas.
ENTREGA DO RECURSO E ASSINATURA DO TERMO DE EXECUÇÃO
Após o período de análise e trâmites previstos no edital, recebi oficialmente o resultado final do Edital 01/2024 – Lei Paulo Gustavo, no qual o projeto “O Legado de Fortaleza dos Valos” foi declarado vencedor, obtendo a maior pontuação geral entre os proponentes. A divulgação do resultado confirmou a aprovação definitiva do projeto e a inexistência de recursos apresentados dentro do prazo legal, conforme comunicado oficial da Prefeitura Municipal de Fortaleza dos Valos, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto, no dia 23 de outubro de 2024. Com a homologação do resultado, fui considerado apto a dar sequência aos procedimentos formais, incluindo a assinatura do Termo de Execução Cultural e o cumprimento do cronograma estabelecido pelo edital da Lei Paulo Gustavo. Na data definida, fui chamado juntamente com os demais agentes culturais contemplados para a entrega do recurso, marcando oficialmente o início da execução do projeto. Esse momento representou não apenas a liberação financeira, mas o início concreto de um trabalho construído com planejamento, responsabilidade e compromisso com a memória e a cultura local, dando início à realização do documentário “O Legado de Fortaleza dos Valos” conforme aprovado no processo seletivo.
CONSTRUINDO O ELENCO DO LEGADO
Escolher o elenco para este documentário foi uma tarefa complexa. O primeiro requisito era que os participantes fossem naturais de Fortaleza dos Valos. No primeiro mergulho no roteiro, na construção do mundo e dos personagens, pensei inicialmente em uma menina e um menino — ou talvez um par de meninos ou de meninas — dentro de um conceito escolar, em grupos, como o roteiro supostamente se iniciaria. Porém, em uma bela noite, tomando café, lembrei-me de um filme que marcou minha infância e de uma série que também deixou uma impressão profunda: o grande clássico Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis (1998). Foi o primeiro filme animado lançado diretamente em vídeo (DTV) da franquia Scooby-Doo — uma animação densa, sombria, com um enorme plot twist no final. Um clássico que, como o vinho, só melhora com o tempo.
Também me veio à memória a série ambientada no mesmo universo da turma clássica, Scooby-Doo! Mistério S/A (2010–2013). Uma produção que, mais uma vez, rompeu com o rótulo infantil e se apresentou como uma animação mais madura, voltada ao público adolescente, com mistérios realmente instigantes ao longo de toda a narrativa. Mas, voltando à seleção do elenco, o foco não seria resolver mistérios. O que me atraía, na verdade, era o magnetismo da dinâmica entre o grupo. Cheguei a considerar também a presença de um pet, como Scooby-Doo, mas essa ideia foi sendo descartada com o tempo, principalmente pela complexidade prática de treinar um animal para as cenas. Era exatamente essa energia de grupo que eu buscava. Acreditava que essa formação facilitaria a criação de vínculos durante as gravações e, ao mesmo tempo, serviria como uma homenagem aos grandes clássicos que me acompanharam ao longo de toda a vida.
APRESENTANDO O ELENCO NO 3º FESTIVAL GASTRONÔMICO
ANA LUIZA LOPES
Maquiadora
ANTONIA
Atriz
THAYARA
Atriz
RAONY
Ator
Durante o 3º Festival Gastronômico de Fortaleza dos Valos, vivi um momento muito especial ao poder apresentar ao público a produção audiovisual “O Legado de Fortaleza dos Valos”, projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo, que em breve inicia suas gravações. Falar desse projeto diante da comunidade, em um evento que celebra os sabores, os encontros e a identidade da cidade, tornou tudo ainda mais significativo. Compartilhei com o público a história que estamos construindo, detalhes sobre o elenco e a data prevista de estreia, marcada para o dia 27 de janeiro. Dividir esse momento com a prefeita Marcia Rossatto Fredi foi igualmente importante. Em sua fala, ela destacou a relevância da Lei Paulo Gustavo para a cultura e parabenizou a iniciativa, reconhecendo o valor do tema escolhido e o cuidado em preservar e contar a história de Fortaleza dos Valos.
CONHEÇA O ELENCO
ANTONIA BATÚ DE SOUZA
BIOGRAFIA
Nascida em 8 de setembro de 2013. É filha de Ademar Schäfer de Souza e Beatris Batú de Souza. Tem duas irmãs, Giovana e Eduarda, dois cunhados, Rodrigo e Paulo, e uma sobrinha, Catarina. É neta de João Batú e Eunice Batú, e de Arlindo Schäfer e Melita Lagmann (in memoriam). Desde cedo, Antonia demonstra grande interesse pelas artes e pela educação. Ama teatro e realiza aulas na área, além de cantar no Coral Municipal. Também pratica jazz e gosta de esportes, como vôlei, padel, natação, ciclismo e caiaque, atividades que refletem seu espírito ativo e disciplinado. Atualmente, cursa a sexta série no Colégio de Ensino Fundamental 18 de Abril. Está em preparação para a Primeira Eucaristia e estuda inglês de forma online, demonstrando dedicação constante ao aprendizado. Nas horas vagas, aprecia a leitura — sendo O Pequeno Príncipe uma de suas obras preferidas —, além de assistir séries e conviver com a família, momento que considera essencial e especial. Antonia aprecia gastronomia simples e afetiva, tendo como pratos preferidos o churrasco, o nhoque e massas em geral, além de frutas como morango, uva, melão e pêssego. Ama viajar e conhecer novos lugares, experiências que alimentam sua curiosidade e sensibilidade. Extrovertida, educada e muito alegre, Antonia destaca-se pelo excelente desempenho escolar e pelo convívio harmonioso com colegas e professores. Sonha em construir um futuro como psicopedagoga, médica ou atriz, áreas que refletem seu desejo de cuidar, comunicar e transformar realidades por meio do conhecimento e da arte.
BIOGRAFIA
Nascido em 14 de agosto de 2010, no município de Cruz Alta. É filho de João Paulo Taetti, funcionário público municipal, e de Mara Andrea Bellini, professora da rede pública municipal. Tem uma irmã, Isadora Bellini Taetti, de 19 anos, acadêmica do curso de Medicina em Lajeado, Rio Grande do Sul. Atualmente, João Miguel é estudante do nono ano do Ensino Fundamental na EMEF 18 de Abril. Demonstra desde cedo interesse pela vida pública e pela cidadania, tendo participado como Vereador Mirim no ano de 2023. A experiência possibilitou o contato direto com o Poder Legislativo municipal, ampliando seu conhecimento sobre o funcionamento da administração pública e o desenvolvimento de projetos voltados à comunidade. No âmbito acadêmico, João Miguel pretende, ao final do ano letivo, participar de processos seletivos em instituições de ensino de Palmeira das Missões e no Instituto Federal de Ibirubá. Seu objetivo é ingressar no curso técnico em Agropecuária, área na qual deseja se qualificar para futuramente auxiliar o pai nas atividades da lavoura, unindo formação técnica, responsabilidade e compromisso com o meio rural. Além da dedicação aos estudos, João Miguel possui grande afinidade com o esporte. Seu principal sonho é realizar testes e conquistar uma vaga como jogador de vôlei em uma equipe profissional. Acredita no esporte como ferramenta de disciplina, crescimento pessoal e realização de sonhos, guiando-se pela convicção de que toda grande conquista começa com fé, persistência e esforço contínuo.
BIOGRAFIA
Nascido em 3 de maio de 2010. É filho de Letícia Aparecida Machado Quoos e Gilmar de Souza Lamb, e tem dois irmãos, Ruan Quoos Lamb e Vitória Quoos Lamb. Atualmente, Raony dedica-se aos estudos e ao desenvolvimento pessoal, mantendo uma rotina ativa e disciplinada. Entre seus principais hobbies estão o treinamento físico, a leitura e a escuta de música, atividades que contribuem para seu bem-estar, concentração e crescimento intelectual. Com postura responsável e interesse constante em aprimorar-se, Raony constrói sua trajetória com foco, equilíbrio e disposição para novos desafios.
BIOGRAFIA
Nascida em 26 de agosto de 2009. É filha de Viviane Laís dos Santos e de Antônio Carlos Pinto Lopes, e tem um irmão, William Melo Lopes. Atualmente, Thayara cursa o Ensino Médio, destacando-se por sua dedicação aos estudos e por sua postura responsável e comprometida. Possui grandes sonhos e objetivos, entre eles realizar o curso superior em Medicina, viajar pelo mundo conhecendo novos países e culturas, construir uma família e ser motivo de orgulho para seus pais. No âmbito social e cultural, Thayara exerce, no momento, o título de Soberana Rainha de Fortaleza dos Valos, representando o município com elegância, responsabilidade e espírito comunitário. Determinada e visionária, Thayara constrói sua trajetória pautada em valores, sonhos e no desejo constante de crescimento pessoal e profissional.
LUZ, CÂMERA E MAQUIAGEM
Antes do início das primeiras gravações do documentário, senti a necessidade de realizar uma sessão fotográfica com o elenco. Essas imagens marcam oficialmente o começo do projeto, além de comporem o pôster do documentário e os materiais de divulgação e marketing.
NOTA
Nada disso seria possível sem a generosidade, o talento e a confiança de pessoas que acreditaram no projeto desde o primeiro momento. Deixo aqui um agradecimento especial à Ana Luiza Lopes, maquiadora profissional, e à Gislene Rubin, cabeleireira, que disponibilizaram seu tempo, sensibilidade e profissionalismo para dar vida aos personagens por meio de seu trabalho. A dedicação de vocês vai muito além da estética: ela se transforma em identidade, presença e emoção — elementos essenciais para contar uma história com verdade. Obrigado por caminharem junto, por confiarem e por fazerem parte do nascimento visual de “O Legado de Fortaleza dos Valos”.
A MAGIA DA EDIÇÃO
CONCEITO E INSPIRAÇÃO
Após a realização de inúmeras fotografias, queria registrar uma foto oficial do elenco, em um momento mais natural e espontâneo, que traduzisse a essência do grupo e a conexão entre os personagens. Uma das principais fontes de inspiração foi a imagem promocional do elenco de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (2018), da Warner Bros. Pictures, que reúne Jude Law, Ezra Miller, Claudia Kim, Zoë Kravitz, Callum Turner, Katherine Waterston, Eddie Redmayne, Dan Fogler, Alison Sudol e Johnny Depp. A fotografia se destaca justamente pela naturalidade dos gestos, pela composição coletiva e pela sensação de pertencimento entre os atores. Essa referência ajudou a guiar a construção da imagem, buscando um registro autêntico, vivo e humano — mais do que uma pose, um instante real que representasse o espírito do elenco e do projeto.
AVISO DE DIREITOS AUTORAIS E USO DE IMAGEM
Todas as fotos, vídeos e registros audiovisuais produzidos durante a realização do documentário “O Legado de Fortaleza dos Valos” estão protegidos pela legislação vigente de direitos autorais. Toda e qualquer participação no documentário ocorreu mediante a assinatura de Termo de Autorização de Uso de Imagem, instrumento utilizado para garantir a segurança jurídica e a proteção tanto dos participantes quanto da produção. O documentário “O Legado de Fortaleza dos Valos” é uma obra de autoria de Vitório Garlet. Ao mesmo tempo, por seu caráter cultural, histórico e coletivo, a obra constitui-se como patrimônio cultural e público do município de Fortaleza dos Valos, preservando sua memória, identidade e história.
ENTREVISTANDO IMÉRIO ROSSATO
BIOGRAFIA
Nascido em 16 de março de 1940, em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, Imério Rossato é filho de Jacintho Justino Rossato e Justina Josefina Rossato. De nacionalidade brasileira, é casado com Anira Giuliani Rossato, com quem teve cinco filhos: Denise Maria, Vera Aparecida, Paulo Ricardo, Fábio Imério e Sara Isabel. Profissionalmente, sempre se dedicou à agricultura, atuando como agricultor autônomo. Iniciou seus estudos aos seis anos na escola municipal da localidade de Sede Vitória, em Cruz Alta - RS. Aos oito anos, saiu de casa para estudar no pré-seminário Nossa Senhora Aparecida, em Ivorá, município de Júlio de Castilhos - RS, onde permaneceu até completar a quinta série. Posteriormente, ingressou no Seminário Menor São José, em Santa Maria - RS, onde concluiu o curso ginasial. Aos 16 anos, retornou para casa e passou a trabalhar com seus pais na agricultura, atividade que desenvolve até os dias atuais. Sua trajetória na vida pública teve início em 1977, quando assumiu a presidência da Comissão de Emancipação do distrito de Fortaleza dos Valos - RS, função que exerceu até 1982. Durante esses anos, dedicou-se incansavelmente à luta pela independência administrativa do distrito, culminando na criação oficial do município. No dia 15 de novembro de 1982, foi eleito o primeiro prefeito de Fortaleza dos Valos - RS, obtendo 70,2% dos votos. Tomou posse em 31 de janeiro de 1983 e foi fundamental na estruturação da cidade, enfrentando desafios como a falta de infraestrutura e recursos iniciais para a administração municipal. Em 1993, foi novamente eleito prefeito para a gestão 1993-1996. Desta vez, sua candidatura foi resultado de um consenso entre todos os partidos locais — PFL, PMDB, PDT e PPR — tornando-se candidato único. Sua vitória foi expressiva, conquistando 91% dos votos válidos. Durante seus mandatos, sua gestão se destacou pelo compromisso com o desenvolvimento de Fortaleza dos Valos, buscando recursos e implementando projetos essenciais para a cidade e sua população. Seu legado político se consolidou pela seriedade, dedicação e espírito público, sendo lembrado como um dos grandes líderes da história do município.
DEDICATÓRIA
Desde o início do documentário, a primeira fonte de informação e de notícias sobre Fortaleza dos Valos são Imério e Anira, pais da emancipação e da construção de todo o alicerce que hoje sustenta o município. Ainda que muitas outras pessoas tenham desempenhado papéis fundamentais nesse processo, foi Imério Rossato quem, por assim dizer, deu o “pontapé inicial” — um sonho que, após muita luta, trabalho e suor, acabou se concretizando. Ouvir ambos relatarem como era o município, as batalhas travadas e os caminhos percorridos até que hoje possamos dizer que chegamos a dias de glória; conhecer sua biblioteca particular; e conversar, ao longo de meses, sobre o desenvolvimento de Fortaleza dos Valos foi um verdadeiro primor. Agradeço imensamente a oportunidade, o tempo dedicado e, sobretudo, a confiança e o apoio por acreditarem neste projeto.
NOTA
"A versão cinema do documentário contou com menos falas em função do processo de corte. O edital estabeleceu um limite de timecode de até 30 minutos, enquanto a versão crua, sem cortes, do material ultrapassa quatro horas de duração. Todo esse conteúdo inédito será incluído em “O Legado de Fortaleza dos Valos – Versão do Diretor”, onde o público poderá ter acesso à integralidade dos depoimentos e ao material aprofundado produzido ao longo do projeto" - Vitório Garlet
REVISTA 8 ANOS DE GESTÃO
Na noite de 27 de dezembro, fui convidado a participar do Encerramento da Gestão com Entidades do Município, realizado no Centro de Cultura e Eventos. Estar ali teve um significado muito especial para mim, não apenas como cidadão, mas como realizador do documentário “O Legado de Fortaleza dos Valos”. Foi um daqueles momentos em que a gente percebe que a história não está só nos livros ou nos arquivos, mas viva, acontecendo diante dos nossos olhos. Durante o evento, foram entregues o Calendário Oficial de Eventos 2025 e a revista “Gestão de Resultados – 8 Anos de Gestão”, materiais que vão muito além de um simples registro institucional. Essa revista, em especial, é um recorte sensível e concreto da nossa história recente: reúne decisões, projetos, desafios e conquistas que ajudam a entender quem somos hoje e como chegamos até aqui. Para o documentário, ela se torna uma fonte fundamental de aprofundamento, contexto e memória — quase como um mapa do tempo que estamos reconstruindo em imagens e vozes. Aproveito este momento para deixar meu agradecimento sincero à gestão da prefeita Marcia Rossatto Fredi. Foi graças à valorização da cultura, à escuta e ao compromisso dessa gestão que este documentário pôde, de fato, sair do papel. O apoio viabilizado pela Lei Paulo Gustavo não apenas impulsionou um projeto audiovisual, mas permitiu que a história de Fortaleza dos Valos fosse registrada com respeito, cuidado e pertencimento.
ENTREVISTANDO MARCIA ROSSATTO
BIOGRAFIA
Construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a gestão pública e o desenvolvimento regional. Foi Prefeita de Fortaleza dos Valos/RS entre os anos de 2017 e 2024, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita no município, um marco histórico para a política local. Anteriormente, exerceu o mandato de Vereadora no período de 2013 a 2016, participando ativamente do Poder Legislativo e contribuindo para a formulação de políticas públicas voltadas à comunidade. Atuou também como Presidente da COMAJA nos anos de 2021 e 2022 e, atualmente, exerce a função de Secretária Executiva da COMAJA, fortalecendo a articulação e a cooperação regional entre os municípios. Marcia é mãe de Alice e João Pedro, e é reconhecida por sua liderança, dedicação à vida pública e pelo papel pioneiro que desempenhou na história política de Fortaleza dos Valos, tornando-se referência de representatividade feminina e de gestão comprometida com o interesse coletivo.
DEDICATÓRIA
Dedico este projeto a Marcia Rossatto Fredi, primeira mulher a ocupar o cargo de Prefeita de Fortaleza dos Valos, um marco histórico para o município e para a trajetória da administração pública local. Sua gestão representou um período de extrema importância para a cultura e para a preservação da memória coletiva. Foi em um ambiente institucional sensível, comprometido e aberto ao diálogo que o documentário O Legado de Fortaleza dos Valos pôde ser concebido, viabilizado e realizado. O apoio à cultura, materializado por meio da Lei Paulo Gustavo, foi determinante para que este projeto deixasse o campo das ideias e se transformasse em registro histórico, audiovisual e público.
NOTA
"A versão cinema do documentário contou com menos falas em função do processo de corte. O edital estabeleceu um limite de timecode de até 30 minutos, enquanto a versão crua, sem cortes, do material ultrapassa quatro horas de duração. Todo esse conteúdo inédito será incluído em “O Legado de Fortaleza dos Valos – Versão do Diretor”, onde o público poderá ter acesso à integralidade dos depoimentos e ao material aprofundado produzido ao longo do projeto" - Vitório Garlet
MAKING-0F DA ENTREVISTA
CRIANDO UM PRÓLOGO NARRATIVO
Embora o prólogo abra o documentário, ele foi gravado apenas no final do processo, quando a história já estava clara e o filme tinha encontrado seu caminho. No dia 12 de janeiro de 2025, junto do elenco e de Luiza Batu Rubin, realizamos as gravações das cenas internas e externas na Escola Municipal 18 de Abril. Era um dia de janeiro extremamente quente, daqueles que cansam rápido e testam a paciência de todo mundo. Ainda assim, seguimos com as gravações, ajustando horários, pausas e enquadramentos conforme o ritmo possível. O cansaço existiu, mas foi compensado pela sensação de que aquele momento fazia sentido para o filme. No fim, o resultado foi muito positivo e acabou se tornando a porta de entrada do documentário, dando o tom certo para tudo o que vem depois.
CRIANDO O TEASER DO DOCUMENTÁRIO
Um teaser é uma peça curta de apresentação que serve como o primeiro convite ao público. Ele não tem a função de explicar tudo, nem de contar a história do início ao fim. Pelo contrário: o teaser trabalha com recortes, sensações e fragmentos. Ele mostra o suficiente para situar quem assiste, mas deixa perguntas no ar. Mais do que informar, um teaser busca provocar. É nele que o tom do filme aparece pela primeira vez — o ritmo, a atmosfera, a emoção que a obra carrega. Sons, imagens, silêncios e escolhas visuais ajudam a construir esse impacto inicial. No cinema e nas séries, o teaser é o momento em que o público entende “como” aquela história quer ser sentida, antes mesmo de saber todos os detalhes do que será contado.
O teaser de O Legado de Fortaleza dos Valos foi pensado desde o início como um primeiro contato com o universo do documentário. A ideia era criar um vídeo curto, com no máximo 60 segundos, capaz de apresentar a essência do projeto sem revelar demais. Eu queria que quem assistisse sentisse curiosidade, não que saísse com respostas prontas. A construção partiu da seleção cuidadosa de imagens: trechos do elenco em cena, detalhes dos espaços, rostos que carregam história e figuras marcantes do município, como ex-prefeitos e personagens que ajudaram a moldar Fortaleza dos Valos. Nada aparece por acaso. Cada plano foi escolhido para sugerir importância, memória e continuidade. O ritmo do teaser foi pensado para ser envolvente e um pouco misterioso. As imagens não seguem uma ordem cronológica rígida; elas dialogam entre si para criar clima. A trilha, os cortes e até os silêncios ajudam a provocar a sensação de que existe algo maior sendo contado, algo que merece ser descoberto com calma no filme completo. O teaser cumpre o papel de despertar interesse. Ele entrega um gostinho da narrativa, apresenta personagens e contextos, mas preserva o mistério. A intenção foi clara: fazer com que o público termine o vídeo querendo saber mais sobre a história, sobre as pessoas e sobre o legado que o documentário se propõe a registrar.
ESCOLHENDO UMA TRILHA SONORA ÉPICA
Todo diretor, consciente ou não, deixa algo de si escondido dentro do material que produz. No teaser, esse gesto apareceu de forma muito clara no momento de escolher a trilha sonora. Foram dias escutando possibilidades diferentes, testando sensações, até que a memória me levou ao trailer da primeira parte da sexta e última temporada de The Crown. Aquele trailer lidava com um período delicado da monarquia britânica: a morte trágica da Princesa Diana, o impacto emocional sobre o Príncipe William, o luto coletivo, a crise de imagem da Coroa e a necessidade de a instituição se reposicionar diante de um mundo que já não aceitava o silêncio e a rigidez do passado. A trilha escolhida ali era Mad World, na versão de Mad World, e aquilo ficou gravado em mim. A música carrega um sentimento de deslocamento, de repetição e de questionamento. Fala sobre um mundo que segue em frente quase no automático, enquanto dores profundas permanecem sem resposta. É uma crítica silenciosa à passividade e à forma como sociedades lidam com suas próprias rupturas. Quando voltei meu olhar para O Legado de Fortaleza dos Valos, percebi que, guardadas as proporções, existia um elo possível. Também estamos falando de memória, de figuras públicas, de decisões que moldaram uma comunidade e de como o tempo transforma essas histórias. Assim como em The Crown, não se trata apenas de exaltar cargos ou datas, mas de refletir sobre o que fica depois — o que é lembrado, o que é esquecido e como lidamos com isso.
COVER ÉPICO
VERSÃO ORIGINAL
NO ENTANTO....
The Crown sempre me chamou atenção não apenas pela forma como reconstrói acontecimentos históricos ligados à Coroa Britânica, com cenários e figurinos impecáveis, mas também pela inteligência narrativa presente em seus trailers. Cada temporada entende o trailer como parte da obra — quase um prólogo emocional. No trailer da terceira temporada, por exemplo, a escolha de The Times They Are A-Changin’, em uma versão épica de The Times They Are A-Changin', interpretada por Fort Nowhere, dialoga diretamente com o momento histórico retratado. A canção, lançada por Bob Dylan em 1964, é um aviso claro sobre a inevitabilidade das transformações sociais e políticas. Ela fala do colapso de velhas estruturas de poder e da necessidade de adaptação diante de um mundo que muda, gostemos ou não. Já no trailer da quinta temporada, a trilha escolhida foi Bittersweet Symphony, em outra releitura épica, agora da música original do The Verve, lançada em 1997. A canção carrega uma reflexão profunda sobre a vida moderna: bela e dura ao mesmo tempo, marcada por rotinas que aprisionam, pelo peso do materialismo e pela busca constante por identidade em meio a expectativas sociais impostas. Essas escolhas não são aleatórias. São músicas grandiosas, densas e carregadas de significado, que ampliam a narrativa e ajudam o espectador a sentir o conflito antes mesmo de compreendê-lo racionalmente. Durante o processo de criação do teaser de O Legado de Fortaleza dos Valos, essas referências estiveram muito presentes. Foram trilhas que quase fizeram parte do projeto, justamente por compartilharem essa capacidade de transformar imagens em reflexão, emoção e memória.
COVER ÉPICO
VERSÃO ORIGINAL
COVER ÉPICO
VERSÃO ORIGINAL
CRIANDO O PÔSTER DO LEGADO
O pôster de uma produção cinematográfica é o espelho da obra: ele conta um pouco da história e tem o dever de instigar o público a conhecer o filme. Criar o pôster para o Legado de Fortaleza dos Valos foi pensar cuidadosamente no que eu queria entregar com essa imagem. Uma das principais ideias e influências para esse pôster foi o filme Coração de Tinta: O Livro Mágico, do diretor Iain Softley. O conceito do filme apresenta um homem com a habilidade de dar vida a personagens de livros enquanto lê. Foi um filme marcante da infância, e acredito que o ato de dar vida às histórias a partir da leitura é algo fantástico, pois evoca tanto o poder do leitor quanto o das palavras. Assim como no pôster, a imagem de um enorme livro contando a história do município, com um ar de magia emanando de suas páginas, traduz visualmente esse conceito e dando vida ao pôster.
Coração de Tinta: O Livro Mágico
SINOPSE
Um homem com a habilidade de dar vida a personagens de livros acaba, acidentalmente, convocando um dos vilões mais perversos da literatura. Agora, ele precisa enviá-lo de volta ao seu mundo antes que seja tarde demais.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Data de lançamento: 25 de dezembro de 2008 (Brasil)
Direção: Iain Softley
Gêneros: Ação, Fantasia, Aventura, Infantil, Filme familiar
Duração: 1h46min
Autora da obra original: Cornelia Funke
Baseado no livro: Coração de Tinta
OUTRAS FONTAS DE INSPIRAÇÕES
Uma das inspirações que carrego para este projeto vem de um filme que marcou minha infância: Scooby-Doo! e a Bruxa Fantasma. O que me chamou atenção nessa animação não foi apenas o mistério, mas a forma como o livro aparece dentro da história. Ele não está ali como cenário, mas como parte central da trama. Tudo gira em torno dele. Na animação, a cidade de Oakhaven vive da própria lenda, transformando o passado em atração turística. Aos poucos, o que parece encenação começa a revelar algo mais sério, e o livro deixa de ser apenas memória para se tornar fonte de poder. O personagem Ben Ravencroft, que inicialmente surge como aliado do grupo, revela sua verdadeira intenção ao buscar esse livro, mostrando como o conhecimento pode ser usado tanto para preservar quanto para manipular. No final, quando a situação foge completamente do controle, o próprio livro se torna o desfecho da história: o vilão acaba sendo sugado para dentro dele, encerrando tudo de forma simbólica e definitiva. Essa imagem sempre me marcou pela força visual e narrativa. Não é uma vitória comum, é a própria história se fechando sobre quem tentou dominá-la. Essa referência ficou comigo ao longo dos anos e acabou influenciando minha forma de pensar o documentário, principalmente na ideia de que contar uma história não é apenas lembrar do passado, mas organizar, registrar e dar sentido a ele antes que se perca.
Outra referência que me marcou foi o filme Goosebumps (2015). Eu gosto muito da ideia central dele porque tudo começa e termina no mesmo lugar: um livro. No filme, o R.L. Stine guarda os monstros presos dentro dos manuscritos, como se cada história fosse uma jaula — e isso dá um peso enorme para o objeto, porque não é “um livro qualquer”, é praticamente um cofre vivo. A virada acontece quando um desses livros é aberto sem querer e as criaturas começam a escapar, e aí a cidade vira um caos completo, com monstros diferentes aparecendo ao mesmo tempo, cada um saindo da sua própria história. O que eu sempre achei mais interessante é que, quando a situação sai do controle, a solução não vem de uma luta “convencional”, mas de escrever e fechar a história do jeito certo. No final, eles criam um novo manuscrito e, quando o livro é aberto, ele vira um tipo de redemoinho: começa a sugar tudo de volta — os monstros, as criaturas, a bagunça inteira — como se a narrativa puxasse de volta o que ela mesma soltou. É uma cena muito forte visualmente, porque dá a sensação de que o livro tem gravidade, como se ele fosse um portal que se abre e se fecha. E o detalhe mais impactante é que, no meio disso, até a Hannah acaba sendo sugada também, porque ela faz parte daquele universo. Essa dinâmica ficou comigo porque é simples e poderosa: o livro, que no começo é prisão, depois vira ameaça quando é aberto… e no final vira “tampa”, encerramento, a maneira de colocar tudo no lugar de novo. É uma ideia que conversa muito com o tipo de narrativa que eu gosto de construir.
Outra inspiração importante veio da série Once Upon a Time. O que sempre me marcou na narrativa é o papel do livro de histórias do Henry. Ele não é apenas um objeto simbólico: é através dele que o passado, a magia e a verdade tentam sobreviver ao esquecimento imposto pela maldição. Henry acredita no livro quando ninguém mais acredita, e é essa fé que move toda a trama. Ao longo da série, o livro funciona como prova de que aquelas histórias são reais, mesmo quando os personagens não se lembram de quem são. Ele conecta mundos, ativa memórias e, em vários momentos, guia as decisões que mudam o rumo da história. Não é à toa que escrever, reescrever e proteger histórias se torna algo tão poderoso dentro da série. Essa ideia sempre me acompanhou: a de que uma história registrada tem força própria. Em Once Upon a Time, o livro mantém viva a identidade dos personagens até o momento em que eles estão prontos para se reconhecer. Essa relação entre memória, narrativa e identidade dialoga diretamente com a forma como penso este projeto e com a importância de registrar aquilo que não pode ser esquecido.
CRIANDO O TRAILER DO DOCUMENTÁRIO
O trailer, diferente do teaser, já assume a responsabilidade de apresentar melhor a obra. Ele ainda preserva mistério, mas começa a organizar a narrativa para o público. É no trailer que o espectador entende do que se trata o filme, quem são as figuras centrais, quais temas estão em jogo e por que aquela história merece ser vista até o fim. Enquanto o teaser provoca sensações, o trailer constrói compreensão. Ele conecta imagens, introduz personagens, aponta conflitos e oferece uma visão mais clara do percurso do documentário, sem revelar tudo. Ainda existe cuidado com o ritmo e com a emoção, mas há também uma intenção narrativa mais definida. No cinema e nas séries, o trailer funciona como um pacto com o público: ele promete uma experiência e indica o caminho que será percorrido. É nesse momento que quem assiste decide se quer acompanhar a história inteira, se identifica seus temas e se se reconhece naquela memória que está sendo apresentada.
Se o teaser foi pensado como um convite, o trailer surgiu como a chance de mostrar um pouco mais do caminho que o documentário percorre. Diferente do vídeo curto de apresentação, o trailer permitiu revelar fragmentos mais claros da narrativa, equilibrando emoção, informação e memória. A intenção foi mostrar “um pouco de tudo”: personagens, espaços, momentos históricos, rostos conhecidos e cenas que ajudam a compreender a dimensão do projeto. No entanto, o trailer também precisou respeitar os limites definidos pelo edital, especialmente o tempo máximo do documentário, estabelecido em até 30 minutos. Essa duração influenciou diretamente as escolhas de montagem e de conteúdo. Muitas cenas ficaram de fora não por falta de relevância, mas por uma necessidade de síntese e foco narrativo. Ainda assim, o trailer buscou representar a amplitude do documentário: o envolvimento do elenco, a presença de figuras marcantes do município, como ex-prefeitos, e a relação entre passado e presente que atravessa toda a obra. Ele não entrega tudo, mas oferece uma visão mais concreta do que será aprofundado no documentário completo. Com uma versão estendida do documentário que chegará em breve, esse material ganha novo fôlego. A ampliação do tempo permitirá incorporar cenas inéditas, desenvolver melhor alguns personagens e trabalhar uma nova trilha sonora, abrindo espaço para outras camadas emocionais e narrativas. O trailer, nesse contexto, funciona como um retrato fiel da versão apresentada no edital, enquanto a versão estendida aponta para um desdobramento natural do projeto, ampliando ainda mais o alcance e a profundidade do legado que se busca registrar.
PALESTRA
No dia 26 de fevereiro de 2025, realizei uma palestra sobre “A História do Cinema” para os alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Leopoldo Meinen. O encontro aconteceu durante a manhã e integrou as atividades da disciplina de Artes, ministrada pela professora Liliane da Silva Santos. Durante a palestra, apresentei aos estudantes os principais momentos da história do cinema e conduzi uma conversa sobre os bastidores da produção audiovisual, abordando todas as etapas do processo: criação de roteiros, seleção de elenco, efeitos visuais (VFX), efeitos especiais (SFX) e finalização de filmes e séries. Utilizei exemplos práticos para tornar o conteúdo mais próximo da realidade dos alunos e estimular o interesse pelo audiovisual. Um dos momentos mais especiais foi a exibição, em primeira mão, do trailer do documentário “O Legado de Fortaleza dos Valos”, que tem estreia oficial marcada para 27 de fevereiro e lançamento completo previsto para 27 de março de 2025. Compartilhar esse material com os alunos fez com que o encontro ganhasse ainda mais significado, conectando teoria, prática e produção local. Ao final da atividade, recebi um agradecimento da professora Liliane da Silva Santos e da direção da escola, que destacaram a importância do conhecimento compartilhado e o impacto positivo da experiência no aprendizado dos estudantes.
EDITANDO O LEGADO DE FORTALEZA DOS VALOS
The Crown sempre me chamou atenção não apenas pela forma como reconstrói acontecimentos históricos ligados à Coroa Britânica, com cenários e figurinos impecáveis, mas também pela inteligência narrativa presente em seus trailers. Cada temporada entende o trailer como parte da obra — quase um prólogo emocional. No trailer da terceira temporada, por exemplo, a escolha de The Times They Are A-Changin’, em uma versão épica de The Times They Are A-Changin', interpretada por Fort Nowhere, dialoga diretamente com o momento histórico retratado. A canção, lançada por Bob Dylan em 1964, é um aviso claro sobre a inevitabilidade das transformações sociais e políticas. Ela fala do colapso de velhas estruturas de poder e da necessidade de adaptação diante de um mundo que muda, gostemos ou não. Já no trailer da quinta temporada, a trilha escolhida foi Bittersweet Symphony, em outra releitura épica, agora da música original do The Verve, lançada em 1997. A canção carrega uma reflexão profunda sobre a vida moderna: bela e dura ao mesmo tempo, marcada por rotinas que aprisionam, pelo peso do materialismo e pela busca constante por identidade em meio a expectativas sociais impostas. Essas escolhas não são aleatórias. São músicas grandiosas, densas e carregadas de significado, que ampliam a narrativa e ajudam o espectador a sentir o conflito antes mesmo de compreendê-lo racionalmente. Durante o processo de criação do teaser de O Legado de Fortaleza dos Valos, essas referências estiveram muito presentes. Foram trilhas que quase fizeram parte do projeto, justamente por compartilharem essa capacidade de transformar imagens em reflexão, emoção e memória.
DIVULGAÇÃO DO DOCUMENTÁRIO
O LEGADO DE FORTALEZA DOS VALOS SE TRANSFORMA EM LEI
Registro meu sincero agradecimento a todos os vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza dos Valos pelo apoio, sensibilidade e compromisso com a cultura e a memória do município. A aprovação desta iniciativa demonstra a importância de preservar nossa história e reconhecer o audiovisual como instrumento legítimo de registro, educação e identidade coletiva.
O que começou como um projeto audiovisual ganhou um alcance ainda maior ao se transformar em política pública. O Legado de Fortaleza dos Valos passou a integrar oficialmente a construção da memória histórica do município com a criação do Programa Municipal Histórico Cultural “Das Páginas para a Tela”, instituído por meio do Projeto de Lei Legislativo nº 14/2025. A proposta do programa é clara e profunda: preservar, proteger e disponibilizar a história de Fortaleza dos Valos em formato digital, garantindo que registros históricos — fotografias, documentos, jornais, vídeos e relatos — não se percam com o tempo. O documentário O Legado de Fortaleza dos Valos é reconhecido dentro da justificativa do projeto de lei como parte fundamental desse processo, ao lado de obras e instituições que já fazem parte da memória oficial do município, como o livro de Ermélio Rossato, o Museu Municipal Padre Jerônimo Martini e a Biblioteca Municipal. Com a criação do programa, a memória deixa de existir apenas em arquivos físicos e passa a ocupar também o espaço digital, acessível à população, pesquisadores, estudantes e futuras gerações. O portal previsto pela lei permitirá não apenas o acesso ao acervo histórico, mas também a participação ativa da comunidade, que poderá contribuir com registros pessoais e familiares, ampliando a narrativa coletiva do município. Ver o documentário dialogar diretamente com uma lei municipal representa um marco. É a confirmação de que o audiovisual também é documento, também é fonte histórica e também é ferramenta de preservação cultural. O Legado de Fortaleza dos Valos deixa de ser apenas um filme e passa a integrar, de forma permanente, uma política pública de valorização da história, da identidade e da memória local.
O LEGADO AINDA CONTINUARÁ
SINOPSE
A versão estendida de O Legado de Fortaleza dos Valos nasce como um desdobramento natural do documentário original. Com duração estimada de aproximadamente duas horas, essa edição amplia a narrativa apresentada no filme, incorporando conteúdos inéditos, novas entrevistas, cenas não exibidas na versão inicial e aprofundamentos que não puderam ser explorados integralmente devido aos limites de tempo estabelecidos em edital. Essa versão permite olhar com mais calma para a história do município, para as pessoas que ajudaram a construí-lo e para os processos que marcaram diferentes períodos da sua trajetória. O ritmo se torna mais contemplativo, abrindo espaço para memórias, detalhes e conexões que enriquecem ainda mais o registro histórico e audiovisual do projeto. Todo esse material será acompanhado por um making of, que registra os bastidores do processo criativo, as escolhas narrativas e os desafios enfrentados ao longo da produção, ampliando ainda mais a compreensão e a dimensão do projeto. O lançamento da versão estendida será divulgado em breve.
O LEGADO DE FORTALEZA DOS VALOS - EDIÇÃO ILUSTRADA
Este eBook dará continuidade à obra de Ermélio Rossato, História de Fortaleza dos Valos (1988), avançando até a produção do documentário “O Legado de Fortaleza dos Valos”. O Legado de Fortaleza dos Valos – Edição Ilustrada está sendo realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), iniciativa do Governo Federal voltada ao fomento da cultura e à mitigação dos impactos da pandemia de COVID-19 no setor artístico e cultural, e será disponibilizado gratuitamente, após o lançamento, em diversas plataformas digitais, conforme previsto no dossiê do projeto.
Este documentário foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), uma iniciativa do Governo Federal destinada ao fomento da cultura, com o objetivo de mitigar os impactos da pandemia de COVID-19 no setor artístico e cultural do país.